segunda-feira, 9 de junho de 2008

O Jornalismo Colaborativo

O Jornalismo Colaborativo e as novas tecnologias


É difícil comparar algo que passa do estágio de tendência a uma realidade inquestionável. É assim quando o assunto é a tecnologia. E é assim quando o assunto é jornalismo. Talvez por razões diferentes. De um lado está a viabilidade da tecnologia. Quanto mais gente usando, mais ela se torna acessível. Já no jornalismo o que impedia as novidades se tornarem realidade, era o caráter conservador das empresas de mídia, o perigo do impacto causado na linha editorial.

No caso do jornalismo, a internet veio para derrubar qualquer tentativa de conservadorismo. A explosão dos blogs estremeceu as principais redações do mundo. Hoje, os blogs não são mais diferenciais, mas essenciais para qualquer veículo que tenha um pé na web. Os blogs também são uma forma diferenciada do leitor buscar a notícia. Mas até onde confiar no conteúdo dos blogs e no conteúdo enviado pelos internautas aos sites? Ate onde vai a credibilidade dessa informação?

Mais recentemente, a popularização de celulares que trazem câmeras digitais, gravadores e filmadoras atuou como uma avalanche no conteúdo de jornais e revistas. Um dos casos mais recentes foi a cobertura do desastre aéreo com o vôo JJ 3054 da TAM, no aeroporto de Congonhas, em São Paulo. O site UOL publicou a imagem de uma pessoa se jogando do alto do hangar da companhia aérea em meio às chamas. O conteúdo, enviado por um internauta, atendia ao chamado do portal: "Você manda: a tragédia em Congonhas". Mais tarde, outro internauta alerta ao site de que a foto se tratava apenas de uma montagem. O portal admitiu o erro publicamente e retirou a imagem do ar.

As tecnologias estão aí, cada vez mais acessíveis. A pergunta é: como isso vai impactar na administração desse conteúdo? A resposta é o futuro da profissão do jornalista, que deixa de ter o absolutismo da informação e passa a ser um grande editor do conteúdo enviado pelo mundo. O jornalismo colaborativo já deixou de ser tendência faz um bom tempo. O desafio agora é encontrar um novo modo para absorvê-lo da melhor forma possível. É necessário que o jornalista trabalhe com conjunto com o colaborador. É preciso identificar, checar, apurar, confirmar, pesquisar, desconfiar, editar, conversar. Isso toma tempo e dá trabalho! Mas acaba sendo tão cansativo quanto fundamental para a credibilidade de um espaço de conteúdo colaborativo. É possível se dar conta de que não é qualquer jornalista que pode trabalhar com conteúdo colaborativo e que, para isso, deve-se ter todo um preparo, uma visão específica do processo.


Danyara Corona

Lula lá...de novo?

Lula lá...de novo?

A proposta para uma mudança na constituição, que daria direito ao presidente da República de se reeleger pela segunda vez, causou alvoroço no país. Atualmente, presidentes da República, governadores e prefeitos podem ser reeleitos apenas uma vez. Uma proposta de emenda constitucional (PEC) propõe ampliar essa possibilidade indefinidamente, retirando da Constituição o limite de “um único período subseqüente” para a reeleição.

A proposta de emenda constitucional foi sugerida pelo deputado Devanir Riberio do PT. Pela proposta, o governante que quiser se candidatar terá que renunciar ao mandato até seis meses antes do pleito. Acredito que a sugestão de mandatos consecutivos na presidência é uma forma de manter no poder aquele que está cuidando bem do país, mas também pode levar a população a um comodismo e a ter medo de novos candidatos.

O Hugo Chavez tentou isso na Venezuela através de uma mudança na constituição. E teve gente que o apóiou. Aqui tem muitos querendo isso, principalmente os que recebem bolsa do Governo. E se FHC mudou as regras para poder ter um segundo mandato, por que o Lula não pode? Acho que ele pode e merece! Porém infelizmente o mesmo já declarou que não encarará um 3º mandato.

O problema em questão não está em qual presidente ficará mais quatro anos no poder, mas sim na consciência da população que irá votar nesse candidato. Se merecido, por que não mais quatro anos? Cabe ao eleitor analisar o candidato e seu mandato, para assim votar no que ele acha melhor para o país.

Danyara Corona