quarta-feira, 12 de novembro de 2008

COOABRIEL COMEMORA 45 ANOS DE HISTÓRIA
A cooperativa se destaca no cenário nacional com a cotação do café conilon

Poucas se conhece ou mesmo de ouve falar em São Gabriel da Palha, município situado situado no Norte do Espírito Santo. Mas quem acompanha a cotação do café ouve e lê muito mais sobre o nome desse pequeno município, com cerca de 26 mil habitantes. Isto porque a Cooperativa Agrária dos Cafeicultores de São Gabriel Ltda (Cooabriel) é a fonte de informações para o setor, quando o assunto é café Conilon, também conhecido como Robusta. Em 13 de setembro ela completou 45 anos de fundação, numa posição privilegiada, como grande prestadora de serviços a seus associados, promovendo o desenvolvimento da cafeicultura do Conilon capixaba.

A Cooabriel estruturou-se para dar suporte à atividade cafeeira como um todo. Além dos serviços de armazenagem e comercialização, agregou muitos outros benefícios na preparação de serviços para seus sócios. Sua estrutura lhe permite acompanhar seus sócios desde a escolha da área para implantação da lavoura ate o fornecimento de mudas de alto padrão genético, dando orientação de manejo, produção, colheita, secagem, melhoramento da qualidade do café e outros serviços. Um conjunto de serviços que contribuem para maior produtividade e qualidade mais apurada do produto, o que agrega valor, aumentando a lucratividade das lavouras.

A Cooabriel surgiu no dia 13 de setembro de 1963, quatro meses após a emancipação do município de São Gabriel da Palha A iniciativa partiu do padre Simão Civalero, pároco municipal, que queria solucionar as grandes dificuldades dos cafeicultores, que na época já detinham um grande parque cafeeiro, da variedade arábica. Associaram- se a cooperativa 35 agricultores da região.

A cooperativa alavanca a economia, não só de São Gabriel da Palha, mas de toda a região norte capixaba e sul da Bahia. Existem hoje cinco filiais: quatro estão localizadas no estado do Espírito Santo (Nova Venécia, Águia Branca, Vila Valério, Alto Rio Novo) e uma localizada na Bahia (Teixeira de Freitas).

• Esta entre as 150 maiores empresas do Estado do Espírito Santo
• 17ª maior empresa no Comércio atacadista do Estado do espírito Santo;
• R$ 39.170.179,81 de faturamento bruto no ano de 2007;
• 201.000 sacas de café comercializadas no ano de 2007;
• 253.000 sacas de café dos sócios em estoque ;
• 50.000 sacos de adubos financiados aos sócios ;
• 1.186.000 mudas clonais de café conilon vendidas;
• 5.377 amostras de terras analisadas pelo laboratório
• 1.500 sócios;
• 110 funcionários.

Missão: contribuir com o desenvolvimento econômico, social, financeiro e profissional de seus sócios e funcionários.
Visão: ser a empresa líder no mercado de atuação.
Valor: seriedade, ética, trabalho, desenvolvimento, qualidade e inovação

Artistas locais são destaque na noite

O Sertanejo e o pop rock são os ritmos

que fazem mais sucesso

entre o público jovem nas

noites da Grande Vitória

Sertanejo. Pop Rock. Funk. Esses são os ritmos que fazem parte do novo cenário musical capixaba e que vêm atraindo um grande público para as casas de shows da Grande Vitória. Boates e bares, como o São Firmino Botequim, Bliss Bar, La Villa, Adega Sertaneja e Teacher’s Pub são alguns dos locais que têm em sua programação a apresentação de artistas locais. O Circuito Cultural de Vitória também divulga os talentos de nosso Estado.

O Circuito Cultural de Vitória, que ocorre desde 2006, e tem como objetivo propiciar aos moradores de Vitória a inclusão cultural, também promove a divulgação de artistas capixabas como o Baobab Trio, Jazzmanero, Afonso Abreu Trio, o Trio Submarino dentre outros. O projeto já passou pelas regiões da Grande São Pedro, Jardim Camburi, Região Continental (Goiabeiras, Bairro República, Mata da Praia e Jardim da Penha, com atividades inclusive na orla de Camburi, no verão), Santo Antônio, Bento Ferreira, Centro e Praia do Canto.

Atualmente, o ritmo de maior sucesso entre o público é o Sertanejo Universitário. Nomes como Nando e Michel, Rodrigo Balla, Adriano e Anderson, Higino e Gabriel, Edson Mineiro e Goiano, e Wander Leal são os que fazem mais sucesso entre os jovens. O sucesso do sertanejo é tanto que o Estado conta com uma União Sertaneja Capixaba, que reúne os artistas dessa categoria. A União já está lançando seu segundo CD, União Sertaneja Capixaba Volume II, pela gravadora G2.

A estudante de Psicologia, Ana Carolina Oliveira, 22 anos, afirma que o sertanejo é o preferido dela e de suas amigas. “Já fui a alguns shows das duplas Nando e Michel e Adriano e Anderson. Em todos, a boate estava lotada e todo mundo adorou, cantou junto. Eles tocam em todas as principais boates de Vitória e Vila Velha. O sertanejo está em alta entre os jovens aqui do Estado”, disse.

Além do sertanejo, o Pop Rock também é um dos estilos musicais preferidos do público jovem. A banda 5Nós é um exemplo do sucesso desse ritmo. Ela já tocou nas principais casas de show de Vitória e Vila Velha, e está com a agenda lotada. O contrabaixista do grupo, Vitor Rigoni, 19, acredita que essa receptividade das casas de shows é ótima, pois divulga para diferentes públicos o trabalho da banda.

Para Rigoni, falta ainda a abertura das boates para shows autorais, ou seja apresentações onde as bandas possam tocar músicas compostas por eles. “Tais casas ainda não dão abertura a shows completamente autorais. Nossos shows são baseados em canções de cantores nacionais, já conhecidas do público. Hoje, somente o Teacher’s Pub dá abertura a shows autorais, e sentimos muita falta de mais locais com esse propósito” afirma Rigoni.

A contratação de artistas locais por bares e boates não é vantajoso somente para os cantores, mas também para os donos desses locais. Para contratar um artista reconhecido nacionalmente seria mais caro e isso seria repassado para o público. A prometer da São Firmino, Mariana Dantas, acredita que as contratações de artistas locais são de interesse de todas as partes. “É a melhor alternativa, pois mostra o trabalho dos artistas locais, que é de muito bom gosto e qualidade musical, o público aprova e, o custo é menor”, explica.

O sucesso dessa abertura aos artistas locais se reflete na lotação dessas casas, de quarta-feira a domingo. A diversidade de bandas e estilos agrada ao público. “A aceitação do público quanto aos shows e às bandas é muito boa. Foi receptivo à idéia e houve identificação com a proposta. O público já tem sua banda preferida e sempre pede pela qual ele se identifica mais, mas sempre tentamos diversificar na tentativa de agradar”, afirma Marina.




Orkut é fonte de divulgação de artistas locais

Para muitos o Orkut é uma forma de entretenimento. Para outros ele se tornou ferramenta de divulgação de trabalho. A grande maioria dos artistas locais encontrou nesse site de relacionamentos a melhor forma de interagir com o público e divulgar sua agenda de shows.

Enquanto artistas de repercussão nacional tem as páginas criadas por seus fãs, os artistas locais fazem sua própria página onde mostram seu trabalho para o público. O contato direto com o público aproxima a platéia do artista, assim eles podem elogiar e criticar o trabalho, além de acompanhar de perto. “Os artistas capixabas têm pouco incentivo, e essa é uma forma de divulgação de seu trabalho, já que eles estão em contato direto com o público”, afirmou Ana Carolina Oliveira.

Essas páginas de relacionamento são a forma mais rápida e fácil de interagir com o público. As páginas são grátis, de fácil acesso e os artistas podem colocar fotos e vídeos de seus shows.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

O Jornalismo Colaborativo

O Jornalismo Colaborativo e as novas tecnologias


É difícil comparar algo que passa do estágio de tendência a uma realidade inquestionável. É assim quando o assunto é a tecnologia. E é assim quando o assunto é jornalismo. Talvez por razões diferentes. De um lado está a viabilidade da tecnologia. Quanto mais gente usando, mais ela se torna acessível. Já no jornalismo o que impedia as novidades se tornarem realidade, era o caráter conservador das empresas de mídia, o perigo do impacto causado na linha editorial.

No caso do jornalismo, a internet veio para derrubar qualquer tentativa de conservadorismo. A explosão dos blogs estremeceu as principais redações do mundo. Hoje, os blogs não são mais diferenciais, mas essenciais para qualquer veículo que tenha um pé na web. Os blogs também são uma forma diferenciada do leitor buscar a notícia. Mas até onde confiar no conteúdo dos blogs e no conteúdo enviado pelos internautas aos sites? Ate onde vai a credibilidade dessa informação?

Mais recentemente, a popularização de celulares que trazem câmeras digitais, gravadores e filmadoras atuou como uma avalanche no conteúdo de jornais e revistas. Um dos casos mais recentes foi a cobertura do desastre aéreo com o vôo JJ 3054 da TAM, no aeroporto de Congonhas, em São Paulo. O site UOL publicou a imagem de uma pessoa se jogando do alto do hangar da companhia aérea em meio às chamas. O conteúdo, enviado por um internauta, atendia ao chamado do portal: "Você manda: a tragédia em Congonhas". Mais tarde, outro internauta alerta ao site de que a foto se tratava apenas de uma montagem. O portal admitiu o erro publicamente e retirou a imagem do ar.

As tecnologias estão aí, cada vez mais acessíveis. A pergunta é: como isso vai impactar na administração desse conteúdo? A resposta é o futuro da profissão do jornalista, que deixa de ter o absolutismo da informação e passa a ser um grande editor do conteúdo enviado pelo mundo. O jornalismo colaborativo já deixou de ser tendência faz um bom tempo. O desafio agora é encontrar um novo modo para absorvê-lo da melhor forma possível. É necessário que o jornalista trabalhe com conjunto com o colaborador. É preciso identificar, checar, apurar, confirmar, pesquisar, desconfiar, editar, conversar. Isso toma tempo e dá trabalho! Mas acaba sendo tão cansativo quanto fundamental para a credibilidade de um espaço de conteúdo colaborativo. É possível se dar conta de que não é qualquer jornalista que pode trabalhar com conteúdo colaborativo e que, para isso, deve-se ter todo um preparo, uma visão específica do processo.


Danyara Corona

Lula lá...de novo?

Lula lá...de novo?

A proposta para uma mudança na constituição, que daria direito ao presidente da República de se reeleger pela segunda vez, causou alvoroço no país. Atualmente, presidentes da República, governadores e prefeitos podem ser reeleitos apenas uma vez. Uma proposta de emenda constitucional (PEC) propõe ampliar essa possibilidade indefinidamente, retirando da Constituição o limite de “um único período subseqüente” para a reeleição.

A proposta de emenda constitucional foi sugerida pelo deputado Devanir Riberio do PT. Pela proposta, o governante que quiser se candidatar terá que renunciar ao mandato até seis meses antes do pleito. Acredito que a sugestão de mandatos consecutivos na presidência é uma forma de manter no poder aquele que está cuidando bem do país, mas também pode levar a população a um comodismo e a ter medo de novos candidatos.

O Hugo Chavez tentou isso na Venezuela através de uma mudança na constituição. E teve gente que o apóiou. Aqui tem muitos querendo isso, principalmente os que recebem bolsa do Governo. E se FHC mudou as regras para poder ter um segundo mandato, por que o Lula não pode? Acho que ele pode e merece! Porém infelizmente o mesmo já declarou que não encarará um 3º mandato.

O problema em questão não está em qual presidente ficará mais quatro anos no poder, mas sim na consciência da população que irá votar nesse candidato. Se merecido, por que não mais quatro anos? Cabe ao eleitor analisar o candidato e seu mandato, para assim votar no que ele acha melhor para o país.

Danyara Corona

sábado, 26 de abril de 2008

Enfim à crônica

Enfim à crônica


A aula na faculdade corre como de costume. Os alunos chegam pontuais e atrasados. Os que estão presentes, nem sempre se encontram verdadeiramente presentes. Uns estão atentos. Outros, assim como eu, nem tanto. A voz do professor parece ecoar a quilômetros de distância. Por vezes lembra um zunido de mosquito. Daqueles bem irritantes, que por mais que se tente evitar, é impossível não perceber. O barulho das hélices do ventilador que cortam o ar, parecem o barulho de lâminas que cortam também a minha concentração.

Ponho-me então a procurar algo que no momento seja ao mesmo tempo permitido, não querendo chatear o professor, e que me cause prazer. Enquanto o cheiro da pipoca na manteiga, vindo do carrinho lá em baixo sob a árvore, sobe pelos ares e envolve todo o prédio, chego à conclusão de que me sobraram apenas as letras e as palavras para preencher meu tédio na sala quente. O Drummond, ou melhor, o livro do Drummond, já me forneceu a cota diária de bem-estar. So me resta então partir para o mundo das criações. Hum... Sinto cheiro de crônica no ar. Em meio a tantas coisas do dia-a-dia sujeitas a se tornarem temas de crônicas, nenhuma delas é capaz de escapar do pensamento pela ponta da caneta. Talvez a hora não seja apropriada. Fato que o murmúrio estridente da voz do professor insiste em tentar provar. Brasileira teimosa, não desisto nunca. Apelo então para a ajuda do Superior:

- Senhor, olhe por essa alma aflita. Ela tem as idéia e os meio para concretizá-las. Papel e caneta. Me dê, por favor, o que me falta nesse momento: a concentração!

Surpresa! O murmúrio estridente do professor junta-se a mais outros muitos murmúrios, ainda mais estridentes. Agitação e reboliço geral quando o professor da a aula por encerrada. Meu olhar atento observa ao redor e me mostra que não fui a única a me aventurar em fazer algo prazeroso nessa manhã. O ultimo aluno a sair me deixa a sós com o silêncio. Escutando somente a voz do meu pensamento, sinto as palavras escorregaram pelo meu braço e saírem livres na ponta da caneta. Enfim a concentração. Enfim a crônica!


Danyara Corona

Trinta e duas X Isabella Nardoni

Trinta e duas X Isabella Nardonia


Televisão, rádio, jornal. Estampado nas principais primeiras páginas dos jornais do país. Manchete de todos os noticiários da televisão. Assunto em pauta nas rodinhas de amigos. Em casa, na rua, na faculdade e no bar. Isabella Nardoni, a menina de cinco anos que caiu ou foi jogada do sexto andar de um prédio na Zona Norte de São Paulo, se tornou tema principal das conversas e da imprensa.

O país acompanha o desenvolvimento do caso da menina. Milhares de leitores, telespectadores e ouvintes aguardam ávidos pelo desenrolar do caso e pela prisão do pai e da madrasta, já condenados pela imprensa nacional e pela população. Vendo a televisão, e acompanhando todo o cerco dos meios de comunicação em volta de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, pai e madrasta, é possível perceber a busca alucinada da imprensa para que eles sejam logo condenados e presos. Assim como a imprensa mundial fez com os pais da garotinha britânica Madeleine, desaparecida desde três de maio do ano passado em Portugal.

O noticiário recria a vida de Isabella. Mostra fotos da bela garotinha sorrindo. Depoimentos emocionados de parentes, professores, diretora e coleguinhas da escola. Vídeos de Isabella em teatrinhos. Desenhos feitos pelos amiguinhos em homenagem a menina. A reconstituição do crime. A solicitação da prisão preventiva do pai e da madrasta. A espera pela entrega dos acusados. E ate uma perseguição de helicóptero, feita por um programa da tarde, ao carro que supostamente os acusados usariam para se entregar à polícia.

Enquanto isso no Rio de Janeiro são registrados diariamente mais de 1,5 mil casos de dengue. Já foram confirmadas 67 mortes e 58 estão sendo investigadas. Trinta e duas das vítimas eram crianças com idades parecida com a Isabella. Trinta e duas crianças. Onde estão os depoimentos emocionados dos pais? Os parentes, amigos, professores? Onde estão as trinta e duas fotos dessas crianças vitimas não apenas de um mosquito, mas também, e principalmente, de um Governo incompetente. Que não foi capaz de usar dos recursos disponíveis para combater a dengue. Que diminuiu os investimentos contra o mosquito. Que deixou apodrecer centenas de carros que deveriam estar nas ruas, no combate à doença. Governo que foi nocauteado por um mosquitinho. Com certeza absoluta, raros leitores, telespectadores e ouvintes pararam para refletir um segundo sobre isso.

A mãe da menina Isabella, disse uma única frase, ao mar de jornalista que a engoliam na saída da delegacia, o que as mães das trinta e duas vitimas da dengue também gostariam de dizer: “Que a justiça seja feita” . Como eu não acredito na justiça dos homens, só me resta aguardar a justiça Divina para todas as vitimas. E que ela venha logo!

Danyara Corona

Cervejas, janelas e bactérias

Cervejas, janelas e bactérias


Ele se sentou na cadeira vazia diante de mim. Uma das poucas cadeiras que ficavam junto à porta. Estava lindo como sempre. Sua beleza se destacava no bar lotado de outras belezas que eu não era capaz de admirar. Ele pediu uma cerveja gelada e quatro copos. Encheu seu copo, o meu e de nossos outros amigos. Eu, à sua frente, apenas olhava pra ele, observando o movimento de sua garganta em cada gole que dava. Era como se não existisse nada mais interessante para se observar naquele momento. Ele alternava entre goles, palavras e expressões de sorriso. E que sorriso! Olhava para todos os lados, para todas as pessoas e quase pra mim.

Eu viajava, como sempre viajei em situações de silêncio. As minhas palavras eram engolidas, e silenciadas, misturadas a cerveja amarga, porém gelada, que ele havia me servido. Uma noite antes, viajando em silêncio mais uma vez, pensava em mim como um ser como os outros. Nada de muito especial. Matéria constituinte do universo, futuro adubo pra terra, refeição pra bactéria ou qualquer coisa um tanto mais nobre... Mas eu achava que não era apenas isso. E tentava fazer com que ele me visse, além disso. Ficava me imaginando como apenas uma alma. Não as almas penadas, dessas que vagam por ai, mas a alma que vive dentro de cada um. E já que dizem que os olhos são as janelas da alma, coloquei meus cotovelos sobre as janelas de meus olhos e olhava pra ele cobrando dele um simples olhar de retribuição.

O tempo foi passando, a cerveja acabando e ele só tinha olhos pro tudo. Tudo esse que inclui: o vai e vem dos garçons, o amarelo da cerveja, a mesa ao lado, e todas as outras coisas que me roubavam a oportunidade de aparecer. Os olhos voltados pra tudo so não se voltam pro nada que se resume a mim. Quase uma bactéria...

Eu, da janela, acenei com as mãos durante vários minutos sem retorno. Cansada, fui escorregando para fora da janela. Escorregando até que só restaram na janela pontas de dedos e cabelos. Ele terminou a cerveja e decidiu olhar pro que restara de mim. Se é que de um nada se resta algo. Me perguntou sorrindo no que eu estava pensando durante aqueles minutos de silêncio. Eu rapidamente respondi:
- Bactérias.

Danyara Corona